segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conversa de Preto-velho


preto velho

Conversa de Preto-velho

À noite, quando a maioria das pessoas está dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico. Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano, muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite, retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou mesmo, simplesmente trabalhando as energias do assistido, com mais liberdade, a partir do plano espiritual da vida.
Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um preto-velho, que responde, nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné.

Segue o diálogo:
_ Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo?
_É sim fio. Trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí, pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena.
_ É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias.
_ Preparar? Muitas vezes eles nem se preparam fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não...
_ Ué, mas o banho de erva é importante, não é pai?
_É, claro que é. Mas num é tudo. Antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom-humor, com folhas de tranqüilidade e flores de simplicidade, hehehe...
Isso sim ajudaria. Num adianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado. Limpeza interna fio, antes de limpeza externa...
_ Tá certo...
_ Tá certo, mas você muitas vezes num faz isso né? Hehehe... Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins, o problema é quando isso se torna constante. Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade. Mas isso deve ser utilizado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos dentro de nós. Não uma fuga do que carregamos aqui dentro. Volta seus olhos pra dentro e lá presta culto aos Orixás. Só depois disso, canta, dança...
_ Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social.
Antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintonia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintonia com os Orixás. Nesse momento, você e Eles não estão separados pela ilusão da matéria. Tão juntos. Em espírito e verdade...
_ Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defuma seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos.
_ Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio. Mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro! Lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás...
_Mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixá,
espiritualidade. Mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro. A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso. Em cada palavra, em cada expressão de nosso ser...
_Percebe fio? Você é médium o tempo todo, não só no dia de trabalho, mas todo dia. Você é médium até quando tá dormindo...hehehe
Pai José fez uma pausa e eu fiquei a pensar a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham idéia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbanda desenvolvem. De como, a vivência de terreiro, demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, pai José disse:
_ É por aí mesmo fio. A partir do momento que a pessoa internaliza os valores espirituais, um novo mundo, cheio de novas perspectivas surge. Novas idéias,
novos ideais. Uma forma diferente de encarar a vida. Esse é o resultado do trabalho. A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a respiração. A sintonia acontece esteja onde ele estiver, carregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração...
_ Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito... Você a carrega para onde for. Isso é trabalho. Isso é sacerdócio. Isso é viver buscando a espiritualização...
_ Por isso, meu fio, faz de cada trabalho espiritual que você participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo... Sempre!

(Desconheço o autor, se você sabe de quem é o texto, por favor deixe um comentário para que eu possa dar os créditos pelo trabalho)

Colaboração do irmão Silvio

sábado, 28 de maio de 2011

Feliz aniversário para a Fraternidade Iniciática Luz da Vida!

Nossa Casa Espiritual completa hoje 10 anos!

Parabéns Filv, por mais um ano de trabalho e amor!

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"Deus é amor, Deus é caridade!" Sim, Deus é Amor, amor ardente, abrasador, infinito, cuja maior manifestação foi nos ter dado seu filho Único para se imolar por nós

O que é o amor? Deus é amor. "Deus caritas est". O amor é o movimento da alma para a beleza que a encanta e a bondade que a atrai. (Madre Teresa  de Calcutá)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cachoeira…

  cataractes

OBSERVE A CACHOEIRA

Perderia sua canção se fossem tiradas as pedras do seu caminho.

São os obstáculos que fazem suas águas prosseguirem.

Nenhuma rocha, por mais resistente que seja, é capaz de deter a água.

Ela tem sabedoria para contorná-la e seguir em frente, com a força da suavidade...

Nada é mais suave e nada é mais forte do que a água, caminha firme e lentamente, sabedora de que tem o mesmo destino do homem: seguir em frente.

Assim também é a nossa vida.

Os obstáculos existem para nos fazer caminhar cada vez mais firmes, mais determinados, totalmente entregues, confiantes na existência.

Fé é rendição.

Portanto, quando o sofrimento bater à sua porta, não lamente nem se inquiete, seja apenas testemunha da dor.

Sinta-se um privilegiado porque é das batalhas que surge a alma.

Diante de qualquer problema que lhe pareça sem solução, tome uma atitude inteligente, a seu favor:

Respire...

Quando menos uma pessoa merecer o seu amor, é quando ela mais necessita dele. Perdoe, perdoe quantas vezes forem necessárias, liberte seu coração do ressentimento, abra-se para novas emoções.

Seja flexível como as flores, como as borboletas... experimente todos os perfumes. Estenda a mão, ofereça a sua compreensão, o seu amor. Viemos a este planeta para aprender a amar.

Apenas isso.

Então ame! Pouco ou muito, não importa.

Importante é amar sempre.

Só o amor realiza a mágica de se multiplicar quando é dividido.

(Colaboração de Isabel Menezes)

*Desconhecemos o autor.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O pequeno aborrecimento Francisco C. Xavier (Espírito Meimei)

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Um moço de boas maneiras, incapaz de ofender os que lhe buscavam o concurso
amigo, sempre meditava na Vontade de Deus, disposto a cumpri-la.


Certa vez, muito preocupado com o horário, aproximou-se de um pequeno ônibus,
com a intenção de aproveitá-lo para a travessia de extenso trecho da cidade em que morava,
mas, no momento exato em que o ia fazer, surgiu-lhe à frente um vizinho, que lhe prendeu a
atenção para longa conversa.

O rapaz consultava o relógio, de segundo a segundo, deixando
perceber a pressa que o levava a movimentar-se rápido, mas o amigo, segurando-lhe o braço,
parecia desvelar-se em transmitir-lhe todas as minudências de um caso absolutamente sem
importância.

Contrafeito com a insistência da conversação aborrecida e inútil, o jovem ouvia o
companheiro, por espírito de gentileza, quando o veículo largou sem ele. Daí a alguns minutos,
porém, correu inquietante a notícia. A máquina estava sendo guiada por um condutor
embriagado e precipitara-se num despenhadeiro, espatifando-se. Ouvindo com paciência uma
palestra incômoda, o moço fora salvo de triste desastre.

 
O jovem refletiu sobre a ocorrência e chegou à conclusão de que, muitas vezes, a
Vontade Divina se manifesta, em nosso favor, nas pequenas contrariedades do caminho,
ajudando-nos a cumprir nossos mais simples deveres, e passou a considerar, com mais respeito
e atenção, as circunstâncias inesperadas que nos surgem à frente, na esfera dos nossos deveres
de cada dia.


Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei,
através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier.

domingo, 1 de maio de 2011

Religião e Espiritualidade!

World Spirituality

 

RELIGIÃO x ESPIRITUALIDADE
A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o
que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à suaVoz
Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar
tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz conscientes da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a
vida.

(desconheço o autor)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Porque as pessoas gritam? - Mahatma Gandhi

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Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente.
E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta"

Postado por Marco Aurélio Rocha às Sexta-feira, Abril 29, 2011

copiado do site  http://marcoaureliorocha5.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Desejamos a todos uma Páscoa recheada de fraternidade!

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O SENHOR DA MINHA FÉ

Não creio no deus dos magistrados, nem no deus dos generais, ou das orações patrióticas.

Não creio no deus dos hinos fúnebres, nem no deus das salas de audiências, ou dos prólogos das consti­tuições ou dos epílogos dos discursos eloqüentes.

Não creio no deus da sorte dos ricos, nem no deus do medo dos opulentos, ou da alegria dos que roubam do povo.

Não creio no deus da paz mentirosa, nem no deus da justiça impopular, ou das venerandas tradições na­cionais.

Não creio no deus dos sermões vazios, nem no deus das saudações protocolares, ou dos matrimônios sem amor.

Não creio no deus construído à imagem e semelhança dos poderosos, nem no deus inventado para sedativo das misérias e sofrimentos dos pobres.

Não creio no deus que dorme nas paredes ou se es­conde no cofre das igrejas.

Não creio no deus dos natais comerciais nem no deus das propagandas colo­ridas.

Não creio no deus feito de mentiras, tão frágil como o barro, nem no deus da ordem estabelecida sobre a desordem consentida.

O DEUS da minha fé nasceu numa gruta. Era judeu, foi perseguido por um rei estrangeiro, e caminhava errante pela Palestina. Fazia-se acompanhar por gente do povo; dava pão aos que tinham fome; luz aos que viviam nas trevas; liberdade aos que jaziam acorrenta­dos; paz aos que suplicavam por justiça.

O DEUS da minha fé punha o homem acima da lei e o amor no lugar das velhas tradições.

Ele não tinha uma pedra onde recostar a cabeça e confundia-se entre os pobres...

O DEUS da minha fé não é outro senão o Filho de Maria, Jesus de Nazaré.

TODOS OS DIAS ELE MORRE CRUCIFICADO PELO NOSSO EGOÍSMO.

TODOS OS DIAS ELE RESSUSCITA PELA FOR­ÇA DOS QUE SABEM AMAR..

Frei Beto